Casa comigo. Posso te dar muito amor. Não desses amores bobos que você lê por aí. Tô falando de amor de verdade, que você não vê. Não vou te prometer o céu, mas também não viveremos num inferno. Será mais um purgatório, ora feliz, ora nem tanto. Casa comigo. Não precisa ter medo de me amar. É verdade que nem sempre vai ser fácil nem divertido. Eu vou te tirar do sério e você vai me enlouquecer. Não vou mentir, é que relacionamento nunca é simples, você sabe. Prometo não te deixar desistir da gente, nem mesmo pensar em desistir. Casa comigo. Vai ter toalha sobre a cama, calcinha no banheiro, vai ter bagunça em sua vida e desordem nesse amor. Vai ter briga e acusações. Vai ter choro e decepções. Nada perfeitinho como você pensa do amor. Vai ter muitos momentos que vou te levar a loucura. Para o mal. E para o bem. Mas vai ter também muita diversão e alegria. Muita manha e muito amor. Amor, desses que você não vê em novela. Deixa de ser bobo, vem viver comigo. A gente se declara –de grinalda e de terno, de calça jeans e de chinelo, na igreja ou na praia –Ou nem se declara. Pega suas coisas e vem morar comigo. A gente faz um belo romance em cima de algo nada romântico. Deixa que eu me declaro só para você e você só para mim, ninguém tem nada a ver com isso. Só que vem. Larga tudo e casa comigo. A felicidade a gente inventa e o amor a gente vive. Se casar comigo –na surdina e sem gritar pra todo mundo –eu te dou todo meu amor e um pouco mais de tudo o que você sonha enquanto lê romance por aí. Vem. Casa comigo. E seja meu. E me faça sua. E quando a noite chegar vou celebrar nossa felicidade dormindo de conchinha e sussurrando em seu ouvido coisas que você nem pode imaginar. Só precisa dizer que sim. E deixa o resto todo comigo.
Então amor, casa comigo?


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